“Enquanto a sociedade feliz não chega, que haja pelo menos fragmentos de um futuro em que a alegria é servida como sacramento, para que as crianças aprendam que o mundo pode ser diferente. Que a escola, ela mesma, seja um fragmento do futuro...” (Rubem Alves)





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As Relações Familiares e a Formação do Sujeito Emocional.



O mau comportamento dos alunos hoje em dia é algo que chama a atenção das pessoas. 
Não apenas a atenção dos profissionais da educação, mas também de quem assiste aos noticiários, ou ao passar na frente de alguma escola se impressiona com o barulho. Porém nós educadores que trabalhamos e convivemos com esses alunos diariamente não podemos ter esse olhar superficial. Precisamos compreender que a nossa postura como educadores e a estrutura familiar são fundamentais para influenciar positiva ou negativamente o desenvolvimento desses alunos.

A relação do sujeito com a família é de suma importância para o educando em seu desenvolvimento escolar. Sendo a família uma das principais responsáveis (senão a principal) pelo desenvolvimento no aspecto emocional da criança, fica evidente que em famílias desestruturadas e violentas os filhos têm grandes dificuldades em se relacionar com os colegas de escola e em se interessar por desenvolver-se como educando.
A falta de interesse escolar é evidente nesses alunos. Eles não têm o mínimo interesse em aprender, não conseguem prestar a devida atenção nas explicações dos professores. Mesmo quando conseguem cooperar em não atrapalhar a aula, eles se concentram em outras coisas ou simplesmente abaixam a cabeça na carteira e tentam dormir. É como se as atividades escolares fossem uma grande tortura, um tormento. Tudo isso porque esses alunos têm uma estrutura emocional fragilizada devido problemas familiares dos quais eles não possuem a mínima culpa, sendo “as grandes vítimas da história”.
O mesmo ocorre com o comportamento violento. O educando que vivencia em seu cotidiano comportamentos violentos dos pais, sejam essas agressões físicas ou verbais, irá reproduzir esse comportamento em sala de aula. Na maioria das
vezes com os colegas e em algumas vezes até mesmo com os professores e demais profissionais da escola.
O educador que não estiver ciente das razões desses comportamentos inadequados pode se tornar (sem perceber) um influenciador na má conduta do aluno. Rotulando-o e aumentando sua agressividade.
Algo que deve ser considerado é que a autoestima da criança é formada essencialmente no lar, com sua família. Quando os pais não conseguem influenciar a criança a ser equilibrada emocionalmente isso refletirá em sua vida escolar.
Entretanto a escola também tem o seu papel nesse processo. Nós como educadores precisamos ajudar o educando a se sentir seguro no ambiente escolar, precisamos ajuda-lo a acreditar que a escola tem coisas boas para oferecer, que ele tem capacidade para se desenvolver como aluno e que na divisão do espaço com os demais colegas todos têm uma grande importância, que ele merece respeito e é capaz, assim como os outros também.

O educador precisa estar consciente de que em sua carreira se deparará com muitos alunos com problemas de baixa estima, e comportamento agressivo. Acredito que toda tentativa é válida para resolver ou pelo menos minimizar esses problemas no ambiente escolar. Principalmente o diálogo, diálogo com os pais e com a própria criança. Impor os limites e sempre respeitar os educandos ajudando-os a compreender seu valor e capacidade como aluno, e principalmente que, assim como ele merece respeito seus colegas também merecem.



Referências:

SERVANTES, Luciano Ferraz. Família, relações , vínculos e aprendizagem. Unidade 6, itens
6.1 e 6.2. Apostila do curso de Psicopedagogia da UCDB

4 comentários:

  1. Mistérios e curiosidades no link www-simplesassim.blogspot.com visite se tiver coragem !!!

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  2. Nossa parabéns!!!
    primeira vez que leio um dos seus posts mas que Deus continue usando vc de maneira poderosa. estou fazendo um curso de Teologia e o post sobre os sermoes me ajudou muito.
    Espero que continue escrevendo.
    a paz do senhor!!!

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Parabéns!
    Se todas as pessoas pensassem assim como você,
    o mundo seria melhor para todos!
    Crianças sem aceitação, sem amor da família, sem regras, acabam que nem elas mesmas se aceitam. Muitos são criados por babas, parentes ou mesmo sozinhos. Muitos pais não têm tempo para os filhos. Acham que o que eles precisam é de brinquedos, celulares, enfim coisas materiais. Como se isso formasse personalidade. Esquecendo-se de passar valores e crenças!
    Maria Lira

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