“Enquanto a sociedade feliz não chega, que haja pelo menos fragmentos de um futuro em que a alegria é servida como sacramento, para que as crianças aprendam que o mundo pode ser diferente. Que a escola, ela mesma, seja um fragmento do futuro...” (Rubem Alves)





.

"Todo jardim começa com uma história de amor, antes que qualquer árvore seja plantada ou um lago construído é preciso que eles tenham nascido dentro da alma.
Quem não planta jardim por dentro, não planta jardins por fora e nem passeia por eles."
(Rubem Alves)





Sozinhos, ou de dois a dois
Aqueles que realmente te amam
Andam para cima e para baixo
Do lado de fora do muro
Alguns de mãos dadas
Outros abraçados em grupo
Os sensiveis e os artistas
Estão a tua espera
E quando dão tudo o que tem
Alguns cambaleando caem,
porque afinal, não é facil
Lançar o teu coração contra
um muro feito por um louco
E quando dão tudo o que tem
Alguns cambaleando caem,
porque afinal,
não é facil!
(Waters)

The Wall - O Muro


Em 1979, a banda inglesa Pink Floyd lançou o disco The Wall (O muro), e em 1982 The Wall na versão filme.


O tema do Disco

O tema de The Wall é a alienação, o isolamento. O muro representa o muro que as pessoas constroem em torno de si, pelo medo que tem de relacionarem-se abertamente.
A formação ideológica das pessoas(visão de mundo) é construída desde a infância, através da família, escola, religião e mídia.
The Wall mostra através da história de Pink, como os fatores formadores de ideologia tornam as pessoas alienadas e extremamente individualistas.




A história contada em The Wall

Pink é um garoto que perdeu seu pai na segunda guerra mundial. A perda e a decorrente ausência do pai é “compensada” pela super proteção da mãe, que escolhe desde suas roupas até suas namoradas. Sua infância também não foi agradável: foi o alvo preferido do professor, que o humilhava cruelmente na presença de seus colegas de classe, e como diz a letra “Tudo isso é só mais um tijolo no muro”.

Quando Pink cresce torna-se um astro de rock  Sem suportar a pressão, cai em depressão. Passa então a negligenciar a esposa (que se envolve com outro homem) e a sofrer alucinações. Como resultado, tenta cometer suicídio, mas é salvo por um médico.
Segue para um de seus shows, e usa seu poder de persuasão para manipular sua plateia, convencendo-os a limpar o mundo dos “males da sociedade”. Seus fãs o ajudam em seu propósito maluco! Isso é uma sátira ao  nazifascismo.
Em seguida Pink passa por um julgamento em sua mente, em que depõe contra ele o professor, sua mãe e sua esposa. Como resultado, Pink é sentenciado a acabar com seu isolamento do mundo exterior, então o Muro é finalmente derrubado.

Melhor do que ler sobre The Wall, é ouvir!!!
Alguns Vídeos:





Soneto

Pálida, à luz da lâmpada sombria,
Sobre o leito de flores reclinada,
Como a lua por noite embalsamada,
Entre as nuvens do amor ela dormia!


Era a virgem do mar! Na escuma fria
Pela maré das águas embalada...
- Era um anjo entre nuvens d'alvorada,
Que em sonhos se banhava e se esquecia!


Era mais bela! o seio palpitando...
Negros olhos, as pálpebras abrindo...
Formas nuas no leito resvalando...


Não te rias de mim, meu anjo lindo!
Por ti - as noites eu velei chorando,
Por ti - nos sonhos morrerei sorrindo!

[Álvares de Azevedo]

Meus Oito Anos


Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!

Como são belos os dias
Do despontar da existência!
- Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar - é lago sereno,
O céu - um manto azulado,
O mundo - um sonho dourado,
A vida - um hino d'amor!

Que aurora, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar!
O céu bordado d'estrelas,
A terra de aromas cheia
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar!

Oh! dias da minha infância!
Oh! meu céu de primavera!
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã!
Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minhã irmã!

Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
Da camisa aberta o peito,
- Pés descalços, braços nus -
Correndo pelas campinas
A roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis!

Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo.
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar!

Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais! -
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
A sombra das bananeiras
Debaixo dos laranjais!

[Casimiro de abreu]






Time, O tempo.




Time é uma música da banda inglesa Pink Floyd. Lançada em 1973 no disco The Dark Side of the Moon.

A letra é de Roger Waters, ex- baixista vocalista e autor da maioria das músicas de sucesso do Pink Floyd. Segundo Waters: “muitas pessoas tem o pensamento de que um dia vão começar a viver e precisam preparar-se para isso. Mas elas não perceberam que a vida já começou e temos a chance de torna-la algo maravilhoso”.


Rick Wright, Roger Waters, Nick Mason, Dave Gilmour. 1973

Show PULSE 1994. Legendada em português. Vale a pena conferir!!!


O despertador no início da música traz uma mensagem como : “Acorda! A vida está passando e você não está percebendo”, dando uma ideia do tema.
A letra fala de uma pessoa jovem que vive no seu mundinho de bobeira, aguardando por alguém que mostre um caminho a seguir, e esperando chegar um dia em que as coisas vão melhorar.
A pessoa vive nessa ilusão e como é jovem diz: “Eu sou jovem e a vida é longa. Há tempo para matar hoje”, mas ainda não percebeu que o tempo passa muito rápido.
Quando percebe, já se passaram dez anos, e como ninguém “deu um toque”ela perdeu o tiro de largada, então terá que “correr atrás do prejuízo”. Mas como já está mais velha, a pessoa descobre que, por mais que ela busque aproveitar a vida, já não terá as mesmas oportunidades que teve antes. Ela vai tentando, mas o tempo não perdoa ninguém e ela está cada vez mais próxima da morte.
Como todos, ela passa a ter a sensação de que cada ano está ficando mais curto, e que o tempo está passando cada vez mais rápido. Ela corre para buscar o seu lugar ao sol, mas está chegando o dia em que o sol vai continuar lá, mas ela não estará mais.
Essa música é muito profunda, e tem a capacidade de mexer com as pessoas, nos fazendo refletir sobre muitas coisas, principalmente com a maneira que levamos a vida. Ninguém é eterno! Acredito que a pessoa deva procurar viver a vida da melhor maneira. Não se estragando com coisas prejudiciais achando que está aproveitando, nem seguindo o embalo dos outros achando legal o que a maioria acha. Mas sim descobrindo coisas novas e fazendo as coisas que quer fazer enquanto tem oportunidade, porque a vida passa muito rápido, e até para aqueles que buscam aproveitar, ela pode acabar a qualquer momento!
Letra:Ticking away the moments that make up a dull day
You fritter and waste the hours in an offhand way.
Kicking around on a piece of ground in your home town
Waiting for someone or something to show you the way.

Tired of lying in the sunshine
staying home to watchthe rain.
You are young and life is long
and there is time tokill today.
And then one day you find
ten years have got behind you.
No one told you when to run,
you missed the startinggun.

And you run and you run to catch up with the sun but it's sinking
And racing around to come up behind you again.
The sun is the same in a relative way but you'reolder,
Shorter of breath and one day closer to death.

Every year is getting shorter
never seem to find the time.
Plans that either come to naught
or half a page ofscribbled lines
Hanging on in quiet desparation
is the English way
The time has gone,
the song is over,
Thought I'd something more to say.

The dark side of the moon

Variações Linguísticas


Existem três tipos de variações lingüísticas: diatópicas, diafásicas e diastráticas, alguns autores incluem a variação diacrônica.

A variação diatópica é a variação regional. É uma mesma língua sendo falada de forma diferente dependendo da localidade.

A variação diafásica é a variação que ocorre em situações de fala. A mesma pessoa muda a sua maneira de falar dependendo do ambiente (formal ou informal).

A variação diastrática ocorre nos grupos sociais, nas comunidades. Por exemplo: os advogados, os surfistas, os religiosos, os bandidos, etc.

A variação diacrônica ocorre através do tempo. São as pessoas do mesmo grupo social ou da mesma região mudando a maneira de falar com o decorrer dos anos.

Entender as variações lingüísticas é importante porque mostra às pessoas que elas não devem ser preconceituosas quando ouvirem alguém falar diferente.

O Menestrel




Depois de algum tempo você aprende a diferença,


a sutil diferença


entre dar a mão e acorrentar uma alma.



E você aprende que amar não significa apoiar-se.


E que companhia nem sempre significa segurança.



Começa a aprender que beijos não são contratos


e que presentes não são promessas.



Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante,


com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.



Aprende a construir todas as suas estradas no hoje,


porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos,


e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.




Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.


E aprende que, não importa o quanto você se importe,


algumas pessoas simplesmente não se importam…



E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa,


ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso.



Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.



Descobre que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la…


E que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida.



Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.



E o que importa não é o que você tem na vida,


mas quem você tem na vida.


E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.


Aprende que não temos de mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam…


Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa,


ou nada, e terem bons momentos juntos.



Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa…


por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas;


pode ser a última vez que as vejamos.



Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós,


mas nós somos responsáveis por nós mesmos.



Começa a aprender que não se deve comparar com os outros,


mas com o melhor que pode ser.



Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser,


e que o tempo é curto.




Aprende que não importa onde já chegou, mas para onde está indo…


mas, se você não sabe para onde está indo,


qualquer caminho serve.




Aprende que, ou você controla seus atos, ou eles o controlarão…


e que ser flexível não significa ser fraco, ou não ter personalidade,


pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação,


sempre existem, pelo menos, dois lados.



Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer,


enfrentando as conseqüências.



Aprende que paciência requer muita prática.



Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute


quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.



Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve


e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou.



Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.




Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens…


Poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.



Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva,


mas isso não te dá o direito de ser cruel.



Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer


que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode,


pois existem pessoas que nos amam,


mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.




Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém…



Algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo.



Aprende que com a mesma severidade com que julga,


você será em algum momento condenado.


Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido,


o mundo não pára para que você o conserte.



Aprende que o tempo não é algo que possa voltar.



Portanto, plante seu jardim e decore sua alma,


em vez de esperar que alguém lhe traga flores.



E você aprende que realmente pode suportar…


que realmente é forte,


e que pode ir muito mais longe


depois de pensar que não se pode mais.


E que realmente a vida tem valor


e que você tem valor diante da vida!



Nossas dúvidas são traidoras


e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar


se não fosse o medo de tentar.





"Gaiolas e asas", por Rubem Alves

"Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas. Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do vôo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o vôo. Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em vôo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado. Esse simples aforismo nasceu de um sofrimento: sofri conversando com professoras de segundo grau, em escolas de periferia. O que elas contam são relatos de horror e medo. Balbúrdia, gritaria, desrespeito, ofensas, ameaças... E elas, timidamente, pedindo silêncio, tentando fazer as coisas que a burocracia determina que sejam feitas, como dar o programa, fazer avaliações... Ouvindo os seus relatos, vi uma jaula cheia de tigres famintos, dentes arreganhados, garras à mostra - e a domadoras com seus chicotes, fazendo ameaças fracas demais para a força dos tigres.
Sentir alegria ao sair de casa para ir à escola? Ter prazer em ensinar? Amar os alunos? O sonho é livrar-se de tudo aquilo. Mas não podem. A porta de ferro que fecha os tigres é a mesma porta que as fecha com os tigres.
Nos tempos de minha infância, eu tinha um prazer cruel: pegar passarinhos. Fazia minhas próprias arapucas, punha fubá dentro e ficava escondido, esperando... O pobre passarinho vinha, atraído pelo fubá. Ia comendo, entrava na arapuca e pisava no poleiro. E era uma vez um passarinho voante. Cuidadosamente eu enfiava a mão na arapuca, pegava o passarinho e o colocava dentro de uma gaiola. O pássaro se lançava furiosamente contra os arames, batia as asas, crispava as garras e enfiava o bico entre os vãos. Na inútil tentativa de ganhar de novo o espaço, ficava ensanguentado... Sempre me lembro com tristeza da minha crueldade infantil.
Violento, o pássaro que luta contra os arames da gaiola? Ou violenta será a imóvel gaiola que o prende? Violentos, os adolescentes de periferia? Ou serão as escolas que são violentas? As escolas serão gaiolas? Vão me falar sobre a necessidade das escolas dizendo que os adolescentes de periferia precisam ser educados para melhorarem de vida. De acordo. É preciso que os adolescentes, que todos, tenham uma boa educação. Uma boa educação abre os caminhos de uma vida melhor. Mas eu pergunto: nossas escolas estão dando uma boa educação? O que é uma boa educação?
O que os burocratas pressupõe sem pensar é que os alunos ganham uma boa educação se aprendem os conteúdos dos programas oficiais. E, para testar a qualidade da educação, criam mecanismos, provas e avaliações, acrescidos dos novos exames elaborados pelo Ministério da Educação.
Mas será mesmo? Será que a aprendizagem dos programas oficiais se identifica com o ideal de uma boa educação? Você sabe o que é "dígrafo"? E os usos da partícula "se"? E o nome das enzimas que entram na digestão? E o sujeito da frase "Ouviram do Ipiranga as margens plácidas de um povo heróico o brado retumbante"? Qual a utilidade da palavra "mesóclise"? Pobres professoras, também engaioladas... São obrigadas a ensinar o que os programas mandam, sabendo que é inútil. Isso é hábito velho das escolas. Bruno Bettelheim relata sua experiência com as escolas: "Fui forçado (!) a estudar o que os professores haviam decidido que eu deveria aprender. E aprender à sua maneira".
O sujeito da educação é o corpo, porque é nele que está a vida. É o corpo que quer aprender para poder viver. É ele que dá as ordens. A inteligência é um instrumento do corpo cuja função é ajudá-lo a viver. Nietzsche dizia que ela, a inteligência, era "ferramenta" e "brinquedo" do corpo. Nisso se resume o programa educacional do corpo: aprender "ferramentas", aprender "brinquedos".
"Ferramentas" são conhecimentos que nos permitem resolver os problemas vitais do dia-a-dia. "Brinquedos" são todas aquelas coisas que, não tendo nenhuma utilidade como ferramentas, dão prazer e alegria à alma.
Nessas duas palavras, ferramentas e brinquedos, está o resumo da educação. Ferramentas e brinquedos não são gaiolas. São asas. Ferramentas me permitem voar pelos caminhos do mundo.
Brinquedos me permitem voar pelos caminhos da alma. Quem está aprendendo ferramentas e brinquedos está aprendendo liberdade, não fica violento. Fica alegre, vendo as asas crescer... Assim todo professor, ao ensinar, teria de se perguntar: "Isso que vou ensinar, é ferramenta? É brinquedo?" Se não for, é melhor deixar de lado.
As estatísticas oficiais anunciam o aumento das escolas e o aumento dos alunos matriculados. Esses dados não me dizem nada. Não me dizem se são gaiolas ou asas. Mas eu sei que há professores que amam o vôo dos seus alunos.
Há esperança..."





Retirado de: ALVES, Rubem. Para uma educação romântica. Papirus.sétima edição. 2008p.29-31.

Wish you were here

O tema do disco do Pink Floyd de 1975 é a ausência. A foto da capa, com o homem queimando, representa uma pessoa sendo consumida e deixando de existir.

A música que leva o nome do disco é uma das mais belas do Pink Floyd!
Vale a pena conferir:



Letra:

So,
So you think you can tell
Heaven from Hell,
Blue skies from pain
Can you tell a green field
From a cold steel rail?
A smile from a veil?
Do you think you can tell?


Did they get you to trade
Your heroes for ghosts?
Hot ashes for trees?
Hot air for a cool breeze?
Cold comfort for change?
Did you exchange
A walk on part in the war
For a lead role in a cage?


How I wish,
how I wish you were here
We're just two lost souls
Swimming in a fish bowl,
Year after year,
Running over the same old ground.
What have we found?
The same old fears
Wish you were here

(Roger Waters, David Guilmour)